sexta-feira, 24 de maio de 2013

Arvores Nativas de Pau Viola

ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL PAU-DE-VIOLA
ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL
PAU-DE-VIOLA
Nomes(primeiro científico depois os populares):
Cythalexyllum myrianthum – tucaneiro, pau-de-viola, baga-de-tucano, jacaraúba, pombeiro, tarumã-branco
Família: Verbenaceae
Distribuição geográfica: Bahia ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial atlântica e matas de galeria.
Filotaxia: Altura de 8-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas subcoriáceas, face inferior de coloração mais clara e com nervuras pubescentes e de coloração marrom-clara, de 10-20 cm de comprimento por 3-7 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixa-los amontoados alguns dias para iniciar sua decomposição e despolpá-los manualmente em peneira sob água corrente, deixando as sementes ao sol para secagem. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 19.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 6 meses.
Produção de mudas: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de germinação geralmente é superior a 80%. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais atingirão o tamanho adequado para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é bastante rápido, podendo atingir 4 m de altura aos 2 anos.

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Arvores Nativas Frutiferas Nativas de Gabiroba

Gabiroba



Por Marcelo Oliveira
A gabirobeira é um arbusto silvestre, típico do cerrado  brasileiro, acostumado a se desenvolver em clima tropical quente e com baixo índice pluviométrico, e por esse motivo deve estar sempre exposto ao sol. Esta planta, pertencente à família das Mirtáceas, pode atingir uma altura de até 15 metros, com um tronco ereto e rajado de branco e uma copa densa, cujas folhas exalam uma aroma característico. Seu fruto, a gabiroba, possui um formato arredondado, de cor verde-amarelada e uma polpa esverdeada e suculenta, que envolve diversas sementes. Ao se extrair as sementes do fruto, as mesmas devem ser semeadas logo uma vez que perdem rapidamente a capacidade de germinar. A gabiroba é rica em proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais, vitaminas do complexo B. São usadas no combate à gripe e no tratamento de diarréias, cãibras e males do trato urinário.
As folhas da gabiroba possuem propriedades medicinais adstrigentes e antidiarréica. A infusão destas folhas pode ser usada como um relaxante muscular através de banhos de imersão, e assim aliviar dores. Estas folhas simples e glandulares, possuem a face superior com a nervura central impressa, e a face inferior com ou sem pêlos.
Já a polpa pode ser utilizada em diversas aplicações culinárias como geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou cachaça, além de poder ser consumida ao natural.
Sua madeira tem um belo aspecto rajado, de exuberantes manchas brancas, oriundo das várias lascas desprendidas com o tempo, porém tem um uso limitado na construção civil tornando-a uma forte fonte para lenha e carvão. Isso porque é pesada, com uma textura média, sujeita ao rachamento na secagem e pouco durável.
Todavia, a gabirobeira é utilizada na arborização em geral, graças a sua bela conformação ornamental, principalmete na primavera, quando sua copa se enche de pequenas flores brancas, dando um agradável e relaxante sensação de limpeza e claridade ao ambiente. Pode ser utilizada também para arborização e reflorestamento de áreas degradadas.
O nome gabiroba possui raiz na língua tupi-guarani e significa casca amarga. O fruto ainda é pouco experimentada em pomares comerciais. Trata-se de uma planta perene, cuja a flor é hermafrodita e autofértil, da mesma família da goiaba e do araçá. Talvez por isso seu gosto adocidado lembre um pouco o sabor das frutas citadas.
Não há informações sobre a venda em grandes quantidades da gabiroba, encontradas mais facilmente no chão de quintais e pomares.
Fontes:
http://www.frutas.radar-rs.com.br
http://revistagloborural.globo.com
http://www.4elementos.bio.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabiroba
Fonte:http://www.infoescola.com/plantas/gabiroba/

sábado, 18 de maio de 2013

Pesquisador da Embrapa lembra-se da importância das árvores e alerta sobre um mundo sem el

Pesquisador da Embrapa lembra-se da importância das árvores e alerta sobre um mundo sem elas.
No Dia da Árvore, 21 de setembro, a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizou caminhada educativa com os empregados e colaboradores, culminando no plantio de 30 mudas de nativas e frutíferas do Brasil. Tanto a caminhada como o plantio foi organizado pelo pesquisador Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente.

Conforme Laerte Scanavaca Júnior, engenheiro florestal e também pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, as árvores são seres produtores - transformam a luz solar em alimento, isto é, os vegetais são a base de a cadeia alimentar e sem eles não existiria vida na terra.



“Além disso, as árvores estão em nosso subconsciente, nós viemos das florestas e por isso nos sentimos bem embaixo da sombra de uma árvore, nos sentimos conectados com a natureza”.
 

“Outro ponto importante, enfatiza o pesquisador, é que as árvores podem viver muito, há registro de carvalhos e sequóias com mais de 5 mil anos. Isso faz delas os seres vivos mais antigos na face da terra e muitos estudos como catástrofes climáticas podem e devem ter registros em seus anéis de crescimento, isto é, são livros com registros do clima da terra e podem ser acessados”.

Nas cidades as árvores funcionam como verdadeiros reguladores do micro clima, transpirando aproximadamente 400 litros de água por dia. “É como se um condicionador de ar estivesse ligado 24h por dia”, diz.
“Então, acrescenta Laerte, além de tudo isso, outro papel importante das árvores é no bem-estar das pessoas, elas embelezam e enfeitam o ambiente, diminuindo o estresse e harmonizam os mais variados tipos de arquitetura, evitando um choque na estética das cidades. Na zona rural, captam nutrientes trazidos pelas chuvas, recuperando e enriquecendo o solo, química, física e biologicamente. Evitam erosões e melhora os atributos da água, essencial para a vida”.



Harmonia nas cidades

Scanavaca alerta para a necessidade de harmonização dos plantios nas cidades. “Normalmente, plantam-se mudas de todas as espécies, com porte inadequado, em locais impróprios. Isso pode trazer vários prejuízos, inclusive financeiro. A empresa Centrais Energéticas de São Paulo – CESP, por exemplo, gasta aproximadamente 2 bilhões de reais por ano para manter e recuperar a fiação da rede elétrica em função de conflitos com as árvores. Plantam-se árvores do grupo ecológico clímax, que necessitam de sombra boa parte de sua vida - 30 a 50 anos, muitas vezes em pleno sol, isso mexe com a arquitetura e a altura dela, descaracterizando-a completamente”, explica.
 

“Um mundo sem árvores seria muito triste e carregado de maus presságios. Mesmo que houvesse oxigênio suficiente para a vida, acabaria a harmonia entre as paisagens, diminuiria a quantidade das águas e estas seriam extremamente sujas e poluídas, com necessidade de se gastar bilhões para limpá-las precariamente. Isso a floresta faz gratuitamente hoje. A biodiversidade seria extremamente reduzida pois não há vida animal sem habitat, que é a floresta. Seria um mundo muito triste e sem vida, acho que ninguém gostaria de viver num mundo assim”, acredita o pesquisador .

Para viver feliz, com saúde mental e espiritual renovadas, fique em contato com a natureza, ande numa floresta ou parque, isso faz bem”.


domingo, 12 de maio de 2013

Mais de 200 mudas de árvores nativas plantadas para comemorar Semana do Meio Ambiente


Arvores Nativas Plantadas 

Roberly Pereira 

Foto: Roberly Pereira 
 
Marechal Floriano – Adiadas em virtude das chuvas que caíram nos últimos dias, as atividades comemorativas da Semana Mundial do Meio Ambiente culminaram nesta terça-feira (08), em um plantio de árvores nativas da Floresta Atlântica, no distrito de Araguaya, Marechal Floriano.
Pelo menos 200 mudas de pau-brasil, ipê e palmeiras foram plantadas no perímetro urbano da sede do distrito, com a participação de 150 alunos da Escola de Ensino Fundamental Araguaya. “A ação deverá ser repetida em outras comunidades do município”. Afirma o secretário municipal de Meio Ambiente Audio Littig.
Segundo Audio Littig, as crianças foram orientadas com palestras proferidas por professores, diretores da instituição educacional e técnicos ambientais sobre as questões envolvendo a preservação do meio ambiente. “Para isso as atividades são promovidas o ano todo nas escolas” disse.
Além de plantar as mudas das espécies nativas, os alunos do educandário de Araguaya, realizaram uma caminhada pelas principais ruas da sede portando cartazes com frases voltados para assuntos ambientais. Entre elas o destaque foi para “Recicle e Economiza. Poupe a árvores e recicle papel”.
A professora Gabriela Stockl, que acompanha o processo de preservação ambiental desenvolvido em Marechal Floriano, afirma que o município é o que possui maior quantidade de área verde proporcional e admite que este fato deixa orgulhoso o morador. “Temos de nos manter neste pódio. Somos os campeões preservadores da natureza”, disse ela.
Outras cartazes que ganharam destaques foram: “Preserve os animais”, “Respeito ao Meio Ambiente, veja o que os homens deixarão para nós, Um planeta velho, sujo, machucado que está morrendo. Para isso não acontecer temos de amá-lo plantando árvores”.
O vice-prefeito Tarcísio Borgo, morador de Araguaya, disse que se orgulha quando observa que a cidade é cercada pela mata atlântica. “Os nossos antepassados foram muito cuidadosos. Temos de dar continuidade ao processo de preservação ambiental instituído pelos colonizadores”, disse Borgo.
Fonte:http://cantoralauriete.dihitt.com.br/noticia/mais-de-200-mudas-de-arvores-plantadas-para-comemorar-semana-do-meio-ambiente

enviou em 08/06/2010 21:53 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A Caatinga pode ser mais eficiente do que as florestas para absorver o gás carbônico da atmosfera



Segundo o físico Bergson Bezerra, pesquisador do INSA, o grupo pretende, com os resultados de estudos, conscientizarem os governos e, principalmente, a população que vive no Semiárido sobre a importância de se preservar a vegetação nativa como
forma de mitigar os impactos das alterações no clima da região.
A vegetação da Caatinga pode ser proporcionalmente mais eficiente do que as florestas úmidas para absorver o gás carbônico presente na atmosfera, em um processo natural, conhecido como sequestro de carbono. É o que pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, querem provar. Para isso, iniciaram um estudo por meio do qual foram instaladas duas estações micro meteorológicas em Campina Grande, na Paraíba, para monitorar o dióxido de carbono absorvido pelas plantas da região.

Segundo o físico Bergson Bezerra, pesquisador do INSA, o grupo pretende, com os resultados, conscientizar os governos e, principalmente, a população que vive no Semiárido sobre a importância de se preservar a vegetação nativa como forma de mitigar os impactos das alterações no clima da região.

“Construiu-se um preconceito em relação à Caatinga, sustentado na idéia de que ela representa um ambiente hostil e inóspito. As pessoas sempre acreditaram que ela não servia para nada, que era melhor retirar toda a Caatinga e substituí-la por [vegetações] frutíferas, por exemplo”, disse. “Queremos provar cientificamente que isso não tem fundamentação”, completou.

O pesquisador defende que se o produtor rural recuperar essas áreas com espécies nativas estará contribuindo não apenas para a “preservação do patrimônio do Semiárido”, mas também para o combate às alterações climáticas, por meio da absorção eficiente do carbono na atmosfera.

“Estudos revelam que as florestas tropicais têm alta capacidade de seqüestrar carbono [da atmosfera], mas elas também apresentam altos níveis de emissão, que ocorre, por exemplo, com a queda de folhas. Já a Caatinga, não seqüestra tanto, mas emite quase nada e queremos investigar esse grau de eficiência, que acreditamos ser maior no caso da Caatinga”, disse. Bergson Bezerra enfatizou que os três primeiros meses de observação, já trouxeram “resultados auspiciosos”. “Será um estudo de longo prazo, com conclusão prevista para 2015. Mas essa observação preliminar já nos permitiu constatar que mesmo no período seco, quando a planta fica totalmente sem folha e com estresse hídrico, ainda há seqüestro de carbono, ou seja, ela ainda cumpre seu papel ambiental.” Ele ressaltou que com a chegada da estação chuvosa, nos meses de maio e junho, os pesquisadores acreditam que a atividade fotossintética será acentuada, com seqüestro de carbono ainda mais intenso.
A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais alterados pelas atividades humanas. Trata-se de um tipo de vegetação que tem fauna e flora com grande diversidade de espécies e cobre a maior parte da área com clima Semiárido, principalmente da Região Nordeste. Ela é apontada pelos pesquisadores como um dos biomas mais vulneráveis às mudanças climáticas associadas aos efeitos de aquecimento global e pela exploração pelo homem de forma desordenada e insustentável.
Agência Brasil
http://unisite.com.br/Politica/34728/A-Caatinga-pode-ser-mais-eficiente-do-que-as-florestas-para-absorver-o-gas-carbonico-da-atmosfera.xhtml

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mudas de Arvores Distribuidas pelo SOS Mata Atlantica


SOS Mata Atlântica distribui mudas nas rodovias pelo dia da Árvore, 21/9

Para comemorar o Dia da Árvore (21 de setembro), a Fundação SOS Mata Atlântica realizará, no próximo sábado (19), das 8h30 às 18h, a ação 'Faça parte da paisagem – Plante árvores', uma distribuição de 120 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em oito rodovias do Estado de São Paulo, que tem o objetivo de convidar os usuários a plantar uma árvore colaborando com o Bioma em que vivem, a Mata Atlântica.

Na ocasião, os veículos que passarem nos pedágios receberão mudas de Cedro-rosa e Jacarandá-mimoso. “Com essa distribuição queremos provocar e mostrar para as pessoas que todos nós fazemos parte da Mata Atlântica, respiramos seu ar e bebemos sua água.

Quem propicia tudo isso são os recursos naturais existentes, as áreas preservadas e as inúmeras árvores nativas. Uma ação como essa pode ser o primeiro passo para a conscientização”, explica Mario Mantovani, diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica.

A distribuição conta com o patrocínio da Fundação Toyota do Brasil e de Bradesco Cartões e o apoio das concessionárias CCR AutoBan, Via Oeste e NovaDutra, Ecopistas, Autopista Régis Bittencourt e Ecovias.

A iniciativa acontece simultaneamente nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Imigrantes, Presidente Dutra, Nova Dutra, Regis Bittencourt e Ayrton Senna, e contará com a participação de cerca de 200 pessoas, entre monitores, colaboradores e líderes de equipe.

Se todas as mudas fossem plantadas num mesmo local, iriam colaborar com a restauração de uma área equivalente a 71 campos de futebol. Essa é a segunda vez que a Fundação realiza uma ação como essa: em 1999 foram distribuídas 250 mil mudas em dois dias.

Se você receber uma muda, lembre-se: é preciso escolher um local adequado para o tamanho e as características da árvore ganha, plantá-la com atenção e sem 'sufocar' seu 'colo' (parte da muda que se junta à terra) e aguá-la regularmente até que se torne forte o suficiente para sobreviver sozinha.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Produtores de mudas nativas se encontram na Embrapa Cerrados


Nilton de Menezes (esq.) e Geraldo José (direita)O viveirista Nilton de Menezes do Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho (DF), foi um dos participantes do I Encontro de Produtores de Mudas Nativas do Cerrado – evento realizado nesta quarta-feira (2) na Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Planaltina (DF). Menezes montou em sua propriedade um viveiro de mudas de espécies nativas do Cerrado, ornamentais e de ervas medicinais. Ele se orgulha de já ter produzido, juntamente com seus sócios, mais de 10 mil delas em apenas um ano de trabalho. “O nosso interesse maior é ajudar no reflorestamento do Lago Oeste. Queremos que lá continue sendo área rural”, afirmou o viveirista, que estava acompanhando do caseiro de sua chácara, Geraldo José. Também participaram do Encontro estudantes e representantes de entidades governamentais e não-governamentais relacionadas ao tema.
A palestra de abertura do Encontro ficou a cargo do analista processual da Procuradoria-Geral da República, Anthony Brandão. Ele tratou do Código Florestal: Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) e explicou que, juridicamente, APP é uma limitação administrativa que decorre da ideia constitucional da função social da propriedade da posse. “E no caso da APP é da posse tanto rural quanto urbana. A APP não é um instituto apenas da área rural, como muitos pensam”, esclareceu. Segundo ele, outra confusão que as pessoas fazem é achar que a APP não pode ser privada, o que não está correto.
Quanto às reservas legais, Brandão afirmou que elas possuem um diferencial importante em relação às áreas de preservação permanentes, pois admitem a exploração econômica. “A ideia foi fazer com que se criasse um novo padrão de produção”, explicou. Segundo ele, o Código fornece uma série de benefícios para os agricultores familiares, que muitas vezes não são colocados em prática. “A rigor, cada prefeitura do Brasil teria que ter um viveiro público ou fazer convênios para garantir esse direito”, pontuou.
O presidente da Comissão Técnica Nacional de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Frattini, falou sobre a legislação do comércio de sementes e mudas de espécies nativas. Ele tratou especificamente da Lei 10.711/03 que instituiu o Sistema Nacional de Sementes e Mudas. Fattini explicou que a Lei não contempla a parte florestal, mas criou um mecanismo que dá autoridade ao Mapa de legislar sobre o assunto. “No Decreto de Regulamentação da Lei foi criado um capítulo específico para as espécies florestais. Dentro desse capítulo é que se desenvolve toda nossa legislação referente ao assunto”, informou.
Negócios promissores
Soraya Carvalho BarriosDe acordo com Soraya Carvalho Barrios, analista da Gerência de Sementes e Mudas da Embrapa Transferência de Tecnologia, a corrida ambiental inaugurou um novo negócio: a produção de mudas de árvores nativas. Segundo ela, os principais obstáculos para reflorestamento observados atualmente são: dificuldade de aquisição de sementes e mudas de espécies nativas; pouco conhecimento sobre o manejo de espécies florestais; baixa qualidade e frequência da assistência técnica; falta de crédito para implantação e manutenção de experiências e; presença de pragas e doenças.
Do ponto de vista técnico, segundo ela, um plano de recuperação deve fundamentar-se em três questões básicas: quais espécies plantar; quanto plantar de cada espécie, e como efetivar esse plantio, de modo a recobrir o solo em menos tempo, com menores perdas e custos. “O requisito fundamental para atingir esses objetivos é dispor de material genético de boa qualidade e de modelos silviculturais compatíveis com o bioma, atendendo toda a parte de legislação ambiental”, afirmou. De acordo com ela, a base para começar todo esse programa é a origem do material genético. “A semente é a base de tudo”, enfatizou.
Soraya Barrios pontuou os principais gargalos encontrados para implementar essas ações: insuficiência de disponibilidade de sementes e mudas em quantidade e qualidade suficientes adequadas para atender as demandas regionais localizadas; falta de dados referentes à demanda concreta para fins de reflorestamento – o que, segundo ela, dificulta a efetivação dessa cadeia de produção; dificuldade de propagação de algumas espécies nativas; e a falta de subsídios governamentais.
“Mas quando detectamos problemas, a gente também enxerga oportunidades”, afirmou. Ela informou que dentro da Embrapa foi formulado um programa que atenda tanto agricultores familiares, como aqueles já estabelecidos com alguma produção comercial. “É uma tentativa de inserir o produtor nesse sistema que vem por aí”. Uma das propostas de ação seria, segundo ela, a identificação de áreas de APP e de RL a serem recuperadas. "A nossa intenção é fazer por bioma a seleção de alguns municípios representativos e que a gente possa nesses locais começar um projeto-piloto”, esclareceu.
Ela informou ainda que, num segundo momento, seria feita a definição de espécies florestais prioritárias por região de abrangência dos viveiros. Também seriam identificadas áreas de coleta de sementes para cada local. “A ideia, além de regularizar essas áreas para o fornecimento de material de qualidade, é formar um grande banco de sementes por região”, afirma. Também há a previsão de se implantar pelo menos um Módulo Demonstrativo de Recuperação (MDR) de áreas de reserva legal em cada área de atuação do viveiro. “Essas áreas seriam um mostruário nosso utilizado para treinamento e capacitação de multiplicadores”.
Eny DubocA pesquisadora da Embrapa Cerrados Eny Duboc tratou do potencial econômico das plantas nativas do Cerrado. Segundo ela, há um mercado promissor e consistente para produtos extraídos de frutos nativos desse bioma. “O pequi é o carro-chefe, mas existem muitos outros”, afirmou. Ela apresentou uma relação de frutas de elevado potencial de exploração sustentada. Estão na lista, dentre outros, o araticum, a mangaba, o baru, a cagaita, além do pequi. E ela faz um alerta. “Se quisermos replantar ou aumentar a área de cultivo com espécies nativas nós temos que fazer de tudo para buscar o que acontece na natureza e nunca o monocultivo”.
As pessoas que participaram do Encontro de Mudas Nativas tiveram a oportunidade de responder um questionário elaborado pelos pesquisadores da Embrapa Cerrados Fabiana de Aquino, Eny Duboc e Francisco Rocha com o objetivo de levantar as demandas do setor de produção de mudas e sementes. No encerramento do evento, foram entregues sementes aos participantes – a distribuição foi feita pela Embrapa Cerrados e pelas organizações não-governamentais Clube da Semente do Brasil e Oca Brasil, de Alto Paraíso (GO). O Encontro foi organizado pela Embrapa Cerrados, Embrapa Transferência de Tecnologia, e Rede de Sementes do Cerrado e contou com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF).

Texto e Foto: Juliana Caldas (4861/14//90/DF)
Jornalista da Embrapa Cerrados
juliana.caldas@cpac.embrapa.br
(61) 3388-9945